É comum que pacientes procurem atendimento relatando um “excesso de pele” na região anal, muitas vezes acreditando que se trata de uma Hemorroida que nunca desaparece. Em diversos casos, esse quadro corresponde ao Plicoma anal, uma condição benigna que pode causar desconforto durante a higiene íntima e impactar a autoestima.
Como especialista em Cirurgia Geral e Coloproctologia, a Dra. Sabryna Werneck (CRM 127.774 • RQE 62.641) realiza uma avaliação individualizada para diferenciar os plicomas de outras doenças da região anal e indicar, quando necessário, o tratamento mais adequado.
Neste artigo, você entenderá o que são os plicomas anais, por que eles surgem e como a remoção minimamente invasiva com Laser de CO₂ pode proporcionar maior conforto, precisão cirúrgica e melhores resultados estéticos, sempre após avaliação médica criteriosa.
O plicoma anal é uma dobra ou excesso de pele localizado na borda externa do ânus.
Uma das dúvidas mais frequentes é a diferença entre plicoma e hemorroida. Embora muitas pessoas confundam essas condições, o plicoma geralmente não é uma hemorroida ativa, mas sim uma sequela de um processo inflamatório anterior.
Quando ocorre uma hemorroida externa com trombose (trombose hemorroidária) ou uma Fissura anal, a pele da região pode sofrer distensão. Após a resolução da inflamação e a diminuição do edema, parte dessa pele perde sua elasticidade, permanecendo como uma dobra residual, denominada plicoma.
Entre os fatores mais frequentemente associados ao desenvolvimento dos plicomas estão:
- esforço evacuatório crônico;
- constipação intestinal;
- gestação;
- parto vaginal, devido ao aumento da pressão pélvica;
- doenças inflamatórias intestinais, como a Doença de Crohn.
Embora sejam lesões benignas e, na maioria das vezes, não provoquem dor, os plicomas podem gerar impactos importantes na rotina do paciente.
O excesso de pele cria pequenas dobras que dificultam a limpeza adequada após as evacuações.
Como consequência, pode ocorrer acúmulo microscópico de resíduos, favorecendo o aparecimento de:
- dermatite perianal;
- prurido anal (coceira);
- assaduras;
- irritações recorrentes.
Além do aspecto funcional, muitos pacientes relatam desconforto relacionado à aparência da região anal.
A preocupação com a estética íntima pode interferir na autoconfiança e na qualidade de vida, especialmente em situações de intimidade. Atualmente, a busca pela remoção do plicoma por motivos estéticos também faz parte da prática médica, desde que precedida de avaliação especializada.
A evolução tecnológica permitiu que a remoção dos plicomas passasse a ser realizada com técnicas cada vez mais precisas.
Hoje, o Laser de CO₂ representa uma alternativa minimamente invasiva para pacientes que buscam melhores resultados funcionais e estéticos.
Entre os benefícios descritos na literatura médica estão:
- corte e coagulação simultâneos, reduzindo significativamente o sangramento durante o procedimento;
- precisão milimétrica, permitindo remover apenas o excesso de pele;
- menor dano térmico aos tecidos vizinhos, preservando a anatomia local;
- redução do edema pós-operatório;
- cicatrização mais uniforme, favorecendo um resultado estético satisfatório;
- menor desconforto pós-operatório, possibilitando recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades habituais.
Nem toda alteração na região anal corresponde a um plicoma.
Por esse motivo, nenhum excesso de pele deve ser autodiagnosticado. A avaliação realizada por um coloproctologista é fundamental para estabelecer o diagnóstico correto.
Entre as condições que podem apresentar aspecto semelhante estão:
- condiloma acuminado (HPV);
- hemorroida externa trombosada;
- tumores da margem anal, incluindo lesões malignas e pré-malignas.
Sempre que há remoção cirúrgica, o tecido retirado é encaminhado para exame anatomopatológico (biópsia), proporcionando segurança diagnóstica e confirmação da natureza da lesão.
O tratamento dos plicomas deve ser individualizado.
Durante a consulta, são avaliados:
- sintomas apresentados;
- histórico clínico;
- impacto na higiene íntima;
- comprometimento estético;
- necessidade de tratamento cirúrgico.
Somente após essa avaliação é possível definir a melhor abordagem para cada paciente.
Dúvidas comuns sobre plicomas anais
Entenda, de forma clara e objetiva, algumas das dúvidas mais frequentes sobre plicomas anais.
O plicoma anal é uma hemorroida?
Não necessariamente. O plicoma costuma representar uma sequela de processos inflamatórios anteriores, como trombose hemorroidária ou fissura anal, e não uma hemorroida ativa.
O plicoma pode causar dificuldade para higienizar a região?
Sim. O excesso de pele pode formar dobras que dificultam a limpeza adequada após as evacuações, favorecendo irritações locais.
O Laser de CO₂ pode ser utilizado na remoção do plicoma?
Sim. O Laser de CO₂ é uma tecnologia utilizada na remoção minimamente invasiva dos plicomas, oferecendo maior precisão cirúrgica, menor sangramento e recuperação geralmente mais confortável.
Todo excesso de pele na região anal precisa ser removido?
Não. A indicação depende da avaliação médica, dos sintomas apresentados e da confirmação diagnóstica.
É necessário realizar biópsia do tecido removido?
Sim. O tecido retirado durante a cirurgia é encaminhado para exame anatomopatológico, permitindo confirmar o diagnóstico e excluir outras doenças.
Os plicomas anais são alterações benignas que podem comprometer a higiene íntima, causar desconforto local e impactar a autoestima. Apesar de frequentemente serem confundidos com hemorroidas, somente a avaliação especializada permite identificar corretamente a lesão e indicar o tratamento mais apropriado.
Quando existe indicação cirúrgica, a remoção com Laser de CO₂ oferece uma abordagem moderna, precisa e minimamente invasiva, preservando a anatomia da região e favorecendo uma recuperação mais confortável.
Em caso de dúvidas, procure avaliação com especialista.

Cirurgia Geral e Coloproctologia
CRM 127.774 • RQE 62.641




