Tratamento conservador da estenose anal

Tratamento da estenose anal sem cirurgia: quando é possível evitar a operação?

Nem todo paciente com estenose anal precisa ser submetido a uma cirurgia. Nos casos leves ou moderados, medidas conservadoras podem ajudar a recuperar a elasticidade do canal anal, facilitar a evacuação e evitar que o estreitamento progrida.

Hábitos intestinais Dilatação progressiva Fisioterapia pélvica

A escolha da abordagem depende do grau de estreitamento, da rigidez da cicatriz, do tempo de evolução e da resposta ao tratamento inicial.

Ilustração médica do tratamento conservador da estenose anal, representando recuperação, acompanhamento especializado e alternativas à cirurgia
Dra. Sabryna Werneck, médica especialista em Cirurgia Geral e Coloproctologia
Conteúdo médico especializado

Dra. Sabryna Werneck

Cirurgia Geral e Coloproctologia

CRM-SP 127.774RQE 62.641

Conteúdo elaborado e revisado por médica especialista no diagnóstico e tratamento das doenças do intestino, reto e ânus.

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Entendendo as possibilidades de tratamento

Nem todo diagnóstico de estenose anal significa uma nova cirurgia

Receber o diagnóstico de estenose anal costuma provocar preocupação imediata. Muitos pacientes associam o estreitamento do canal anal à necessidade de uma nova cirurgia, especialmente quando o problema surgiu depois de um procedimento anterior.

Uma dúvida frequente no consultório
“Vou precisar operar novamente para corrigir a estenose?”
A resposta é: não necessariamente.

Nem todo caso de estenose anal exige uma operação. Quando o estreitamento é classificado como leve ou moderado, pode ser possível iniciar um tratamento conservador, isto é, um conjunto de medidas realizadas sem cirurgia.

O objetivo dessa abordagem é melhorar a passagem das fezes, reduzir o desconforto, recuperar progressivamente a elasticidade do canal anal e impedir que o estreitamento piore com o tempo.

O acompanhamento médico é indispensável

O tratamento precisa ser indicado e acompanhado por um coloproctologista. Forçar o canal anal ou utilizar dilatadores, pomadas e laxantes sem orientação pode causar dor, ferimentos e piora dos sintomas.

Tratamento conservador

É possível tratar a estenose anal sem cirurgia?

Sim. Em determinados casos, a estenose anal pode ser tratada sem uma intervenção cirúrgica.

Essa possibilidade é mais comum quando o estreitamento é leve ou moderado, o canal anal ainda permite a realização do exame físico e a cicatriz não está completamente rígida.

O tratamento conservador também pode ser considerado para pacientes que apresentam restrições clínicas a uma nova cirurgia ou para pessoas nas quais a anestesia representa um risco maior.

Em algumas situações, essas medidas podem resolver o problema de forma definitiva. Em outras, podem funcionar como uma etapa inicial ou de preparação antes de uma possível cirurgia.

A indicação depende da avaliação individual

O ponto mais importante é avaliar o grau de estreitamento e as características do tecido cicatricial antes de definir se o tratamento sem cirurgia é adequado.

Entendendo a abordagem

O que é o tratamento conservador da estenose anal?

O tratamento conservador é o conjunto de medidas não cirúrgicas utilizadas para melhorar o funcionamento intestinal e favorecer a passagem das fezes pelo canal anal.

A abordagem busca diminuir os efeitos da fibrose, que é a formação de uma cicatriz endurecida responsável pela perda de elasticidade e pelo estreitamento do canal.

Abordagem combinada

O tratamento pode reunir diferentes estratégias

Consistência das fezes

Ajuste da consistência das fezes para reduzir o trauma e facilitar a evacuação.

Maior ingestão de fibras

Uso orientado de fibras para favorecer a formação de fezes mais macias e bem estruturadas.

Hidratação adequada

Ingestão de líquidos compatível com as necessidades e condições clínicas de cada paciente.

Menor esforço evacuatório

Redução da força excessiva durante a evacuação para evitar mais dor e agressão ao canal anal.

Dilatação anal progressiva

Ampliação gradual do canal anal por meio de dilatadores indicados e orientados pelo médico.

Medicações tópicas

Uso orientado de pomadas ou outras medicações locais, quando houver indicação.

Fisioterapia pélvica

Trabalho da musculatura do assoalho pélvico para melhorar a coordenação durante a evacuação.

Biofeedback

Técnica utilizada para ajudar o paciente a reconhecer e controlar melhor a musculatura envolvida.

Tratamento individualizado

Não existe um protocolo único para todos os pacientes. A combinação das medidas deve considerar a intensidade dos sintomas, o grau da estenose e a tolerância individual ao tratamento.

Tratamento conservador não significa apenas esperar

Ele exige acompanhamento médico, regularidade e participação ativa do paciente ao longo de todo o processo.

Abordagens conservadoras

Quais são os principais tratamentos da estenose anal sem cirurgia?

O tratamento conservador pode combinar medidas voltadas ao funcionamento intestinal, à elasticidade do canal anal, ao controle da dor e ao relaxamento da musculatura envolvida na evacuação.

Funcionamento intestinal

Mudanças na alimentação e nos hábitos intestinais

O primeiro objetivo do tratamento é evitar que as fezes provoquem novas agressões ao canal anal.

Fezes muito ressecadas podem aumentar a dor, exigir mais esforço e dificultar ainda mais a passagem pelo local estreitado. Por outro lado, episódios frequentes de diarreia também podem provocar irritação e desconforto.

Por isso, o tratamento busca formar fezes macias, bem estruturadas e que possam ser eliminadas com menor esforço.

Entre as medidas que podem ser orientadas estão:

  • Aumento gradual do consumo de fibras.

  • Ingestão adequada de água.

  • Regularização dos horários para evacuar.

  • Redução do esforço excessivo.

  • Evitar permanecer por muito tempo no vaso sanitário.

  • Evitar o uso indiscriminado de laxantes irritativos.

Fibras solúveis

Fibras solúveis, como psyllium ou Plantago ovata, podem ser utilizadas para ajudar na formação de um bolo fecal macio e volumoso.

A dose descrita no material de referência varia de 5 g a 20 g por dia. Entretanto, a quantidade adequada deve ser individualizada, porque o excesso de fibras sem hidratação suficiente pode aumentar o desconforto ou endurecer as fezes.

Hidratação

A ingestão aproximada de dois litros de água por dia é apresentada como parte importante desse processo, desde que não exista restrição médica relacionada à hidratação.

A passagem de fezes macias e bem formadas também pode contribuir para uma dilatação gradual e natural do canal anal.

Ampliação gradual do canal

Dilatação anal progressiva

A dilatação anal progressiva é uma das principais medidas utilizadas no tratamento conservador da estenose anal.

O procedimento utiliza dilatadores de calibres crescentes, frequentemente conhecidos como velas de Hegar. O objetivo é alongar gradualmente o tecido cicatricial e aumentar o diâmetro do canal anal sem a realização de cortes.

O tratamento deve ser iniciado somente depois da avaliação médica.

O coloproctologista orientará:

  • O tamanho inicial do dilatador.

  • A forma correta de utilização.

  • A quantidade adequada de lubrificante.

  • O tempo de permanência.

  • A frequência das sessões.

  • O momento de avançar para um calibre maior.

03 Controle local

Medicações tópicas

Pomadas e outras medicações de uso local podem ser utilizadas como parte do tratamento, dependendo das características do quadro.

Corticosteroides

Algumas formulações contêm corticosteroides, que podem ajudar a reduzir processos inflamatórios relacionados à rigidez da cicatriz.

Anestésicos locais

Outras podem conter anestésicos locais, principalmente para proporcionar maior conforto durante a evacuação ou durante as sessões de dilatação.

Quando o paciente sente dor, pode ocorrer uma contração involuntária da musculatura anal. Essa contração aumenta a dificuldade de evacuar e pode reforçar o ciclo de dor, medo e tensão muscular.

O alívio da dor pode contribuir para interromper esse ciclo e facilitar o tratamento.

Pomadas com corticosteroides ou anestésicos não devem ser utilizadas continuamente sem prescrição. A substância, a frequência e o período de uso devem ser definidos pelo médico.

04 Coordenação muscular

Biofeedback e fisioterapia do assoalho pélvico

Em alguns pacientes, o estreitamento físico do canal anal pode estar acompanhado de tensão ou espasmo muscular.

A dor e o medo de evacuar fazem com que o esfíncter permaneça contraído. Com o tempo, o paciente pode perder a capacidade de relaxar adequadamente a musculatura durante a evacuação.

A fisioterapia pode ajudar o paciente a:

  • Reconhecer a musculatura envolvida.

  • Melhorar a coordenação para evacuar.

  • Reduzir a contração involuntária.

  • Diminuir o esforço.

  • Controlar a tensão provocada pela dor.

  • Recuperar um padrão de evacuação mais funcional.

Como funciona o biofeedback?

Por meio de sinais visuais ou outras formas de retorno, o paciente aprende a identificar quando a musculatura está contraída e a realizar o relaxamento de maneira mais coordenada.

Essa abordagem é especialmente relevante quando o exame demonstra que parte da dificuldade para evacuar não ocorre apenas pela cicatriz, mas também por uma contração inadequada da musculatura.

Avaliação do grau de estreitamento

Como saber se a estenose anal é leve, moderada ou grave?

A classificação do grau da estenose deve ser feita pelo coloproctologista durante a avaliação clínica.

Grau inicial

Estenose leve

De maneira geral, o material médico fornecido considera a estenose leve quando o profissional ainda consegue realizar o toque retal com o dedo indicador, mesmo que exista certa resistência.

O canal ainda permite o exame físico, mas pode permanecer estreito para a utilização de alguns aparelhos de exame.

Grau intermediário

Estenose moderada

Nos casos moderados, a passagem pode estar mais limitada e a avaliação precisa considerar não apenas o diâmetro do canal, mas também as características da cicatriz.

A indicação do tratamento conservador dependerá da extensão, da elasticidade da cicatriz e da resposta às primeiras medidas.

Grau avançado

Estenose grave

A estenose é considerada grave quando o canal está tão estreito que nem mesmo o dedo indicador consegue passar durante a avaliação clínica.

Nessas situações, a probabilidade de o tratamento conservador ser suficiente tende a ser menor.

A intensidade dos sintomas não define sozinha o grau da estenose

A classificação não deve ser feita pelo próprio paciente. A intensidade da dor ou da dificuldade para evacuar, isoladamente, não permite determinar com segurança o grau do estreitamento.

A avaliação clínica é indispensável

Somente o coloproctologista pode examinar o canal anal, avaliar a passagem, observar a rigidez da cicatriz e classificar corretamente o grau da estenose.

Possibilidade de resposta

Quando o tratamento sem cirurgia costuma ser suficiente?

O tratamento conservador costuma apresentar melhores resultados quando algumas condições clínicas e comportamentais estão presentes ao mesmo tempo.

Características clínicas

Condições da estenose

  • A estenose é leve.

  • O canal anal ainda mantém alguma elasticidade.

  • A fibrose não é muito antiga ou rígida.

Viabilidade do tratamento

Condições para a abordagem

  • O exame físico ainda pode ser realizado.

  • Não existem complicações associadas.

  • A dilatação é realizada de maneira correta.

Participação do paciente

Regularidade e evolução

  • O paciente consegue seguir regularmente as orientações.

  • As fezes permanecem macias e bem formadas.

  • Existe melhora gradual da evacuação.

Nos quadros leves

O tratamento sem cirurgia pode ser uma solução definitiva

Quando o estreitamento ainda permite resposta às medidas conservadoras, é possível recuperar a função do canal anal e manter uma evacuação mais adequada sem recorrer a uma operação.

Situações em que pode ser preferencial

Idade e condições clínicas também influenciam a decisão

O tratamento conservador também pode ser a opção preferencial para pacientes idosos ou para pessoas que apresentam condições de saúde que tornam a anestesia ou uma nova operação mais arriscadas.

A decisão deve considerar o quadro completo

É necessário equilibrar os benefícios esperados, as limitações clínicas do paciente e a possibilidade de progressão do estreitamento.

Evolução do tratamento

Quanto tempo demora para o tratamento apresentar resultado?

De acordo com o conteúdo médico fornecido, os primeiros resultados costumam aparecer entre quatro e oito semanas de tratamento constante.

4 a 8 semanas
Primeiras mudanças percebidas

A evolução costuma ser gradual

O resultado não costuma acontecer de uma única vez. A melhora pode aparecer progressivamente, conforme o funcionamento intestinal se regulariza e o canal anal responde às medidas orientadas.

Evolução inicial

Alguns pacientes podem perceber:

Redução do esforço para evacuar.

Menor sensação de bloqueio.

Diminuição da dor.

Evacuações mais regulares.

Tolerância progressiva aos dilatadores.

Aumento gradual do calibre utilizado.

O que pode atrasar a melhora

A regularidade influencia diretamente o resultado

Interromper frequentemente as medidas, avançar muito rápido na dilatação ou não controlar a consistência das fezes pode comprometer a evolução.

Interrupções frequentes do tratamento.

Progressão rápida demais na dilatação.

Falta de controle da consistência das fezes.

A melhora dos sintomas nem sempre significa melhora do canal anal

O acompanhamento médico permite avaliar se existe uma evolução real do estreitamento ou apenas uma redução temporária da dor, do esforço ou da sensação de bloqueio.

Possibilidade de evitar a operação

O tratamento conservador pode evitar definitivamente a cirurgia?

Sim em casos leves

Existem pacientes que conseguem recuperar um diâmetro funcional do canal anal e manter evacuações adequadas apenas com medidas conservadoras.

Entretanto, não é possível garantir previamente que toda estenose responderá ao tratamento.

Resposta individual

A evolução depende de vários fatores

Intensidade do estreitamento.

Extensão da área cicatricial.

Rigidez da fibrose.

Tempo de formação da cicatriz.

Presença de espasmo muscular.

Regularidade do tratamento.

Resposta às dilatações.

Funcionamento intestinal.

O objetivo é obter a melhor resposta possível para cada caso

Nos quadros leves, a abordagem conservadora pode ser definitiva. Em outros casos, ela pode melhorar o funcionamento intestinal e criar condições mais favoráveis para uma possível cirurgia.

Limites da abordagem conservadora

Quando o tratamento conservador não é suficiente?

O tratamento sem cirurgia possui limites. Em alguns casos, a intensidade do estreitamento e as características da cicatriz reduzem a possibilidade de resposta às medidas conservadoras.

Sinais de alerta clínico

O tratamento pode não ser suficiente quando:

A estenose é grave.

O canal está fechado a ponto de impedir a passagem do dedo indicador.

A fibrose é muito antiga.

A cicatriz está extremamente rígida.

A dilatação não consegue progredir.

Os sintomas permanecem intensos.

Não existe melhora funcional.

O paciente continua com grande dificuldade para evacuar.

O quadro piora apesar do tratamento correto.

Tratamento inicial

Medidas conservadoras realizadas corretamente

O paciente segue as orientações relacionadas ao funcionamento intestinal, à dilatação e às demais medidas indicadas.

Marco de reavaliação

Aproximadamente três meses sem melhora

Se não houver melhora depois de aproximadamente três meses de tratamento realizado corretamente, a estratégia pode precisar ser revista.

Próxima possibilidade

A cirurgia pode passar a ser a opção mais adequada

A indicação ocorre quando o tecido cicatricial não responde às medidas menos invasivas e continua comprometendo a evacuação.

Mudança de estratégia

A operação não deve ser interpretada como fracasso do tratamento conservador

A cirurgia representa um recurso necessário quando o tecido cicatricial não responde às medidas menos invasivas e continua comprometendo a evacuação e a qualidade de vida.

Técnica relacionada aos casos avançados

Anoplastia

A anoplastia utiliza tecidos mais flexíveis para ampliar o canal anal.

Segurança durante o tratamento

É perigoso tentar dilatar o canal anal sozinho?

A dilatação sem avaliação e orientação médica pode causar complicações.

Atenção

A dilatação não deve ser iniciada por conta própria

O uso inadequado de dilatadores, a escolha incorreta do calibre ou a aplicação de força excessiva podem provocar novos ferimentos e agravar o quadro já existente.

Problemas possíveis

O que pode acontecer quando a dilatação é feita sem orientação?

Fissuras.

Sangramento.

Aumento da dor.

Ferimentos no canal anal.

Inflamação.

Agravamento da cicatriz.

Utilização de um calibre inadequado.

Piora do medo e da contração muscular.

O que não deve ser feito

Não utilize objetos improvisados

O paciente não deve utilizar objetos improvisados ou dilatadores adquiridos sem saber qual é o calibre apropriado.

Mesmo um dilatador próprio para uso médico pode causar lesões quando é utilizado com tamanho, frequência ou técnica inadequados.

Antes de iniciar a dilatação

O médico precisa avaliar três pontos fundamentais

01

Confirmar o diagnóstico

É necessário verificar se a dificuldade para evacuar realmente está relacionada à estenose anal.

02

Classificar o grau

O grau de estreitamento e a rigidez da cicatriz influenciam a possibilidade de realizar a dilatação.

03

Verificar a indicação

Nem todo caso pode ou deve ser tratado com dilatação anal progressiva.

Quando indicada, a dilatação deve ser realizada com o calibre, a frequência, a lubrificação e a técnica definidos pelo coloproctologista.

Avaliação e acompanhamento individualizado

A importância do acompanhamento com o coloproctologista

A estenose anal pode apresentar diferentes graus, extensões e características. Por isso, o tratamento precisa ser planejado de acordo com os achados de cada paciente.

Cada caso possui características próprias

A cicatriz pode variar em extensão, rigidez e elasticidade

Alguns pacientes apresentam uma cicatriz curta e relativamente flexível. Outros possuem uma área extensa de fibrose, com perda importante da elasticidade.

Cicatriz mais curta

Pode manter maior flexibilidade e responder melhor às medidas conservadoras.

Fibrose mais extensa

Pode provocar perda importante da elasticidade e maior limitação da passagem.

Nem toda dificuldade para evacuar ocorre apenas pelo estreitamento

É necessário diferenciar a estenose verdadeira de alterações funcionais

A dificuldade para evacuar também pode estar relacionada principalmente à dor, ao espasmo muscular ou a alterações da coordenação do assoalho pélvico.

Dor Espasmo muscular Coordenação pélvica
Durante o acompanhamento

O coloproctologista acompanha todas as etapas do tratamento

Confirmar o diagnóstico

Verificar se existe realmente um estreitamento cicatricial do canal anal.

Classificar a gravidade

Definir se a estenose é leve, moderada ou grave durante a avaliação clínica.

Avaliar a cicatriz

Observar a extensão, a rigidez e a elasticidade da área de fibrose.

Orientar a alimentação

Ajustar hábitos intestinais e buscar a formação de fezes macias e bem estruturadas.

Prescrever quando indicado

Orientar o uso de fibras, medicações tópicas ou outras medidas adequadas ao quadro.

Definir os dilatadores

Escolher o calibre inicial e orientar a progressão de maneira segura.

Acompanhar a progressão

Avaliar a evolução da evacuação e a resposta do canal anal ao tratamento.

Encaminhar para fisioterapia

Indicar fisioterapia do assoalho pélvico quando houver tensão ou dificuldade de relaxamento muscular.

Identificar falhas do tratamento

Reconhecer quando não existe melhora funcional ou quando o estreitamento continua progredindo.

Discutir a necessidade de cirurgia

Avaliar se uma intervenção cirúrgica passa a ser a opção mais adequada.

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Coloproctologia e tratamento das doenças anorretais
Momento de buscar orientação

Quando procurar avaliação médica?

O paciente deve procurar um coloproctologista quando apresenta dificuldade persistente para evacuar ou percebe mudanças que não melhoram com o passar do tempo.

Sinais que justificam uma avaliação

  • Dificuldade persistente para evacuar.

  • Redução do calibre das fezes.

  • Dor durante ou depois da evacuação.

  • Sensação de bloqueio no canal anal.

  • Necessidade frequente de fazer muita força.

  • Surgimento dos sintomas após uma cirurgia na região anal.

O diagnóstico precoce pode ampliar as possibilidades de tratamento

A avaliação pode permitir o início do tratamento conservador antes que a cicatriz se torne mais rígida e o estreitamento progrida.

Não é recomendado normalizar a dor ou conviver indefinidamente com uma evacuação difícil.

Cada caso deve ser avaliado individualmente para que o tratamento seja compatível com o grau da estenose e com as condições clínicas do paciente.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre o tratamento da estenose anal sem cirurgia

Veja as respostas para algumas das dúvidas mais comuns sobre tratamento conservador, dilatação anal, alimentação, fisioterapia do assoalho pélvico e possibilidade de cirurgia.

Não. Casos leves e alguns casos moderados podem responder ao tratamento conservador, que inclui regularização intestinal, dilatação progressiva, medicações tópicas e fisioterapia do assoalho pélvico.

A dilatação pode ajudar a recuperar gradualmente o diâmetro do canal anal, principalmente nas estenoses leves. O resultado depende da elasticidade da cicatriz, da gravidade do estreitamento e da regularidade do tratamento.

Em alguns casos, o médico pode orientar a realização domiciliar. Entretanto, o paciente precisa receber instruções sobre o calibre, a técnica, a lubrificação, a frequência e os sinais que indicam que deve interromper o procedimento.

Pode ocorrer desconforto, principalmente nas primeiras sessões. A dilatação deve ser gradual e delicada. Dor intensa, sangramento significativo ou resistência muito grande não devem ser ignorados.

As fibras podem ajudar a formar fezes macias e bem estruturadas, reduzindo o esforço e a agressão ao canal anal. Devem ser acompanhadas de hidratação adequada e utilizadas de acordo com a orientação profissional.

Os resultados podem começar a aparecer entre quatro e oito semanas, desde que o tratamento seja realizado de forma regular. O tempo varia conforme a gravidade da estenose e a resposta individual.

A cirurgia pode ser indicada nos casos graves, quando a fibrose é muito rígida ou quando não existe melhora depois de aproximadamente três meses de tratamento conservador corretamente realizado.

Pode ajudar quando existe espasmo muscular ou dificuldade de relaxar o esfíncter durante a evacuação. O biofeedback e os exercícios coordenados ensinam o paciente a controlar melhor a musculatura do assoalho pélvico.

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Sobre a Dra. Sabryna Werneck

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Cuidado baseado na investigação dos sintomas e nas necessidades de cada paciente

A Dra. Sabryna Werneck é médica especialista em Cirurgia Geral e Coloproctologia, com atuação no diagnóstico e tratamento das doenças do intestino, reto e ânus.

Seu atendimento é baseado na avaliação individualizada, na investigação cuidadosa dos sintomas e na escolha da abordagem mais adequada para cada paciente.

Avaliação da estenose anal

Nos casos de estenose anal, a consulta permite avaliar o grau do estreitamento, as características da cicatriz e a possibilidade de iniciar um tratamento conservador antes de considerar uma intervenção cirúrgica.

A definição do tratamento ocorre após avaliação médica completa e consideração das características individuais de cada paciente.

Referências científicas

Referências

Este conteúdo foi elaborado com base em livros e publicações médicas de referência sobre distúrbios anorretais, estenose anal e complicações após procedimentos cirúrgicos.

  • WEXNER, S. D.; STOLLMAN, N. Anorectal Disorders. Springer Nature. Capítulo 20: Postsurgical Disorders.
  • CRUZ, G. M. G. Rotinas em Coloproctologia. Rio de Janeiro: Editora Revinter. Capítulo sobre estenose anal pós-hemorroidectomia.
  • FLESHMAN, J. et al. ASCRS Textbook of Colon and Rectal Surgery. Springer. Seção sobre complicações anorretais benignas.
  • LIBERMAN, H.; THORSON, A. G. Anal Stenosis. Clinics in Colon and Rectal Surgery.
  • MADOFF, R. D.; MELLGREN, A. Anoplasty for Anal Stenosis. Operative Techniques in General Surgery.